HUMILDADE
Que a voz do poeta nunca se levante
para ter ressonâncias nas alturas.
Que o canto, das contidas amarguras,
somente seja a gota transbordante.
Que ele, através das solidões escuras
do ser, deslize no preciso instante.
Saia da avena do pastor errante,
sem aplausos buscar de outras criaturas.
Que o canto simples, natural, rebente,
água da fonte límpida, do fundo
da alma, de amor e de humildade cheio.
Que o canto glorificará somente
a origem, quando mais ninguém no mundo
saiba ele de quem foi ou de onde veio.
( Mauro Mota – 1911-1984 )
De Jacqueline Torres
Combustível
-
Nestes tempos incontestes,
Não imaginaria que ela fosse voar.
Pelo céu das saídas forçadas da vida.
Nestes tempos acelerados,
As motocicletas s...
Há 2 dias
